terça-feira, 26 de agosto de 2014



BUSCANDO OS QUILOMBOS DE BAMBUÍ
            Temos por propósito encontrar a localização dos três mais conhecidos quilombos da região de Bambuí, os quilombos da PERDIÇÃO, AJUDA e o mais famoso e maior de todos o Manbui ou BAMBUI. Este último, um quilombo com 150 casas e aproximadamente 900 habitantes destruído em 1759 por Bartolomeu Bueno do Prado em uma luta desigual, onde vários negros foram mortos “tendo o rio Bambuí por sepultura” e muitos outros foram aprisionados e trocados por “tomadias”. Não é tarefa fácil localizar o lugar exato onde existiram esses quilombos. As construções deles eram precárias, casas de pau-a-pique e muitas vezes não deixaram vestígios. Mesmo assim, nos propomos a tentar localiza-los. Meu companheiro nesta tarefa é o competente geógrafo Diovanni Rezende. Começamos nossa busca pelo mais fácil de ser localizado, o Quilombo da Perdição. Existiu no local hoje conhecido por “Baixada dos Coqueiros” um maravilhoso lugar situado entre o Morro do Tigre, Serra do Urubú e bem protegido pelo Rio Perdição. Local de difícil acesso nos limites de Córrego Danta com Tapiraí. Utilizando um Detector de Metais, conseguimos encontrar, na “Baixada dos Coqueiros, uma pequena peça metálica com uma leve curvatura, que poder ser parte de um elo de uma corrente, daquelas antigas, usadas para aprisionar os escravos. Tínhamos programado voltar ao local, no último final de semana, com o especialista em varreduras Vandeir Santos, que viria de Contagem-MG, e munidos de detectores mais potentes para um rastreamento mais caprichado do local. Infelizmente isso não foi possível, pois o proprietário da fazenda negou a autorização para nossa prospecção e varredura no local. Essa é só mais uma dificuldade muito comum para nós pesquisadores. Mas, somos insistentes. Vamos dar um tempo ao Quilombo da Perdição e vamos redirecionar nosso foco em direção ao QUILOMBO DO AJUDAS ou ao QUILOMBO DO BAMBUÍ. Nestes dois, nossa dificuldade será muito maior. O Quilombo do Ajudas existiu em algum lugar entre a margem esquerda do Rio Ajudas e a margem direita do Córrego do Quilombo. Neste local há a Fazenda do Quilombo de Propriedade do Sr. Irê Izoldino. É nesta fazenda que o quilombo existiu. Já o Quilombo do Bambuí “existiu em algum lugar situado entre o rio Bambuí e o rio Perdição ao Norte de Bambuí, Sul de Córrego Dantas e a Leste de Tapiraí”. Caso encontremos esse, poderemos também encontrar o Quilombo do Indaial que era frontal ao Bambuí, porém, na margem esquerda do rio da Perdição.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A PRIMEIRA POVOAÇÃO DE BAMBUÍ NÃO ERA NO VALE DO CÓRREGO DAS ALMAS

     Pesquisando a história de Bambuí sempre me intrigou o fato da “Freguesia de Santana de Bambuí ter sido instituída um ano antes da construção da Matriz de Santana por Inácio Correa Pamplona. Como poderia a Diocese de Mariana ter instituído uma paróquia em um local que não tinha uma igreja e provavelmente nem os “fregueses”? Se existia uma igreja, mesmo que precária; e um início de povoamento tudo indica que NÃO ERA NO VALE DO CÓRREGO DAS ALMAS, ou seja, o local onde hoje existe a cidade de Bambuí. Como sabemos o primeiro homem branco (João Veloso de Carvalho) chegou à região em 1720. Em 1736 a Picada de Goiaz foi construída. Em 1759, Bartolomeu Bueno do Prado, usando de muita crueldade destruiu o Quilombo do Bambuí, um dos grandes quilombos do Campo Grande. Em 1768 foi instalada a “freguesia de Santana do Bambuí”. Mas, somente em 10 de outubro de 1769 é que o Mestre de Campo Inácio Correa Pamplona iniciou a construção da Matriz de Santana, já demolida, que ficava no mesmo local da atual. Como sabemos, Pamplona dou meia légua de terras na circunferência da nova igreja onde o povoado foi nascendo. Fica então, o questionamento que é uma afirmativa: TERIA EXISTIDO UM PRIMEIRO POVOAMENTO, DOTADO DE UMA IGREJA PRECÁRIA, EM OUTRO LOCAL?! Que local seria esse? Teria sido no local onde existiu o QUILOMBO DO BAMBUÍ? As informações que temos é que esse quilombo teria existido em algum local entre os rios Bambuí e Perdição e que poderia ser próximo ao local onde o rio Perdição deságua no Bambuí. Como chegamos a essa conclusão? Revendo o livro Bambuí nas Trilhas da Picada de Goiaz à página 81, encontramos o texto que reproduzo: “No livro Quilombo do Campo Grande – A História de Minas Que Se Devolve ao Povo, do colega Tarcísio José Martins, na pg. 675, traz a lume informações que levantam a tese de que seria o arraial de Santana do Bambuí remanescente do Quilombo do Bambuí: ‘Vicente ferreira de Paiva Bueno, neto de Bartolomeu Bueno (destruidor do quilombo Bambuí), bem como sete de suas testemunhas, fazem, em 1800 referencia a esse quilombo nominando-o como ‘Bambuí’. A 15ª testemunha, José Rodrigues de Oliveira, homem branco, solteiro morador na Freguesia das Lavras – e que esteve presente na batalha (de destruição do quilombo) – fez referencia a quilombo do Bambuí, que este está feito arraial’, referencia que, salvo melhor juízo, poderia significar que o próprio quilombo virou o arraial hoje, cidade de Bambuí’” Quanto à essa afirmativa “...salvo melhor juízo, poderia significar que o próprio quilombo virou o arraial hoje, cidade de Bambuí”, no meu livro discorri sobre esse fato e a própria localização da atual Bambuí situada na margem direita do rio de mesmo nome, derruba esse argumento.

Portanto, existiu mesmo um primeiro povoado chamado Santana do Bambuí, mas este teve vida efêmera, pois com a construção da Matriz de Santana por Pamplona, um novo arraial surgiu em seu entorno. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CENTENÁRIO DA MORTE DO PE. JUCA

Ganhei, recentemente, de minha amiga Erivelta Diniz, secretária da Cúria Diocesana de Divinópolis, 3 livros de autoria de Dom Gil Antônio Moreira, atual bispo da Diocese de Juiz de Fora. No livro Itapecerica Sua Fé, Sua Música - História Eclesiástica de Itapecerica, descobri algo desconhecido de nós bambuienses. Fiquei surpreso quando, o citado livro faz referencias ao páraco pe. Tibúrcio dos Santos Ribeiro (nasceu em Itapecerica em 17-10.l862 e faleceu em Bambuí em 29-01-1912 - cem anos). Segundo esse livro o pe. Juca, como era chamado, teve de assumir a presidência da Câmara Municipal para evitar um embate fratricida entre as forças políticas de então (provavelmente envolvendo os dois maiores partidos da época o PR-Partido Republicano e o PL-Partido Liberal). O pe. Juca foi, portanto Agente Executivo (equivalente a prefeito), por um curto período. Quando ele conseguiu pacificar as duas correntes políticas, convocou eleições, apurou os votos e deu posse aos eleitos. Esse fato deve ser desconhecido por toda a população bambuiense. Fica registrado esse fato, decorridos cem anos da morte do pe. Tibúrcio dos Santos Ribeiro.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Estou conhecendo agora essa engrenagem chamada blog. Estou em fase de aprendizagem. Conto com a visita e a paciência dos amigos visitantes. Com o tempo vamos abordar vários assuntos de interesse de todos os visitantes. Este blog será um espaço onde poderemos discutir nossa bambuidade.